Elias tem 42 anos e é pedreiro desde os 14. Cria os dois filhos sozinho.
Quero contribuirDepois do serviço, ele ia ajudar na obra da paróquia. Trabalho voluntário, por quase dois anos.
Foi lá que ele caiu de um lugar alto, e tudo começou a acontecer. No dia da queda, tentaram salvar os dois braços. Mas não deu.
E assim, ele teve que seguir a vida.
Hoje Elias não consegue segurar uma colher. Não consegue abrir a porta de casa.
De manhã, a filha de nove anos senta na frente dele e dá o café na boca. Foi ele que ensinou ela a segurar a colher. Agora é ela que segura pra ele.
O sonho dele é pequeno: voltar a fazer o prato dos filhos, voltar pra obra, abraçar os dois de novo.
Quero contribuirO doutor foi claro: passado um ano sem a prótese, o músculo que restou no braço enfraquece e não aprende mais a comandar o aparelho. Já se foram sete meses. Faltam apenas cinco!
São duas próteses, o valor passa de 70 mil, e agora que ele não consegue mais trabalhar com a única coisa que fez a vida inteira, não tem mais salário no fim do mês.
Elias emprestou as duas mãos pra levantar aquela igreja. Ficou sem elas antes de ver a obra pronta.
O que falta agora não é vontade dele. É o tempo que o braço ainda aguenta esperar.
Tudo pode começar a mudar, aqui: